domingo, 4 de junho de 2017

Rocha Loures diz que mala era para Presidente Temer



Na edição de hoje de O Globo, o colunista Ricardo Noblat repete e estende o que anunciou ontem no Twitter:
Boa parte do que Rocha Loures tem para contar, a Procuradoria Geral da República (PGR) já sabe. O próprio Rocha Loures contou em conversas gravadas pela Polícia Federal que virão a público em breve.
Em uma delas, Rocha Loures confessa que o dinheiro da mala, R$ 500 mil reais, recém-saído dos cofres do Grupo JBS, era destinado a Temer. E que ele não passava de um mero portador.
A PGR quer mais detalhes a respeito. E novas revelações para fechar de vez o cerco a Temer. Não será o julgamento das contas da chapa Dilma-Temer pela Justiça Eleitoral que selará a sorte do presidente.
Será o que está por vir – a denúncia que o procurador Rodrigo Janot oferecerá contra Temer ao Supremo Tribunal Federal por crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.
Outro colunista global, Gérson Camarotti publica hoje histórias de bastidor que podem explicar “renuncia-não renuncia” de Temer:
Sabe-se, agora, que o presidente Michel Temer pensou em renunciar na noite de 17 de maio, quando estourou a maior crise política do governo. Naquele dia, foi revelado o conteúdo do encontro dele com o empresário Joesley Batista, dono da JBS, no Palácio do Jaburu.



À noite, ainda no Palácio do Planalto, Temer pensou seriamente em deixar o governo.

Na ocasião, o presidente foi aconselhado por alguns auxiliares que continuaria sangrando se permanecesse à frente do governo e que seria muito ruim para a biografia dele terminar a gestão daquele jeito.

Pior: correria o risco de sofrer um processo de impeachment caso não renunciasse, agravando, ainda mais, a crise política.

Naquela noite de 17 de maio, Temer foi contido pelo núcleo político mais próximo: os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência), pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e pelo líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP).

Como se vê, é a resistência da quadrilha.