A conversa de Lula com o banqueiro Daniel Vorcaro era conhecida desde o ano passado, quando Lauro Jardim revelou que Guido Mantega, então consultor do banqueiro, havia aberto as portas do gabinete presidencial ao dono do Banco Master.
Como ocorre em diferentes casos na atual gestão petista, o sigilo marca esse encontro, ocorrido no fim de 2024, quando a barca do Master já começava a fazer água distantes dos holofotes.
Resgatada agora, a memória do encontro ganhou outros contornos que, associados aos movimentos do governo para fritar o ministro do STF Dias Toffoli, mostram, segundo auxiliares palacianos, uma ação para afastar o escândalo do gabinete presidencial. Se Lula sabia o que reservava o caso Master, poderia ter atuado. Se atuou, seus movimentos não são conhecidos.
Candidato à reeleição, Lula se antecipa a informações de que figuras do governo e do petismo se misturaram no caldeirão de inconfessáveis negociatas que marcam o escândalo.
Motivos não faltam a preocupar o petista. Soube-se nesta semana que um de seus principais ministros — hoje fora do governo — também estava na folha de pagamento de Vorcaro. O escritório de Ricardo Lewandowski, enquanto comandou a Justiça, recebeu regiamente parcelas de um contrato milionário firmado com o dono do Master, segundo revelou o Metrópoles.
Por Redação Diário do Brasil
