O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso em Brasília, está “confeccionando, inicialmente, uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras participações políticas igualmente relevantes”. Em postagem nas redes sociais, o ex-parlamentar afirma que o pai pediu que a informação fosse divulgada por ele à aliados.
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“Meu pai, preso político, continua soluçando intensamente e, ontem, apresentou uma crise severa de vômitos ao longo da tarde. Ainda assim, pediu que eu informasse aos senhores que está confeccionando, inicialmente, uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras participações políticas igualmente relevantes”, escreveu Carlos.
O ex-vereador também afirmou que, “mesmo diante da evidente degradação de sua saúde”, o pai permanece “focado, lúcido e construtivo”. Além de Carlos, os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ubiratan Sanderson (PL-RS) também visitaram o ex-presidente neste sábado.
O ex-presidente cumpre a pena na Papudinha desde o dia 15 de janeiro, após ser transferido à unidade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
Desde que Bolsonaro foi transferido para Papudinha, a unidade prisional se consolidou como ponto de validação política do bolsonarismo, onde cenários estaduais são apresentados, alianças são debatidas e decisões estratégicas recebem a chancela do ex-presidente.
O circuito é discreto, mas estruturado. Advogados e os filhos mantêm interlocução permanente com dirigentes partidários e recebem as ordens de Bolsonaro. A partir daí circulam avaliações sobre a montagem de palanques, alertas sobre movimentos autônomos de aliados e orientações para o pleito de outubro.
Bolsonaro tem recebido visitas na Papudinha de pré-candidatos que buscam a bênção do ex-presidente para se lançarem em seus redutos eleitorais.
Carlos disse ainda que encontrou e apertou a mão dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Ubiratan Sanderson (PL), que também visitaram Bolsonaro neste sábado (21).
Nikolas e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) tiveram uma desavença pública nos últimos dias. Em entrevista ao SBT News, na sexta (20), o filho do ex-presidente afirmou que Nikolas e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não têm demonstrado o devido apoio à pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
Após visitar Bolsonaro, Nikolas rebateu as críticas de Eduardo, disse que o ex-deputado “não está bem” e defendeu Michelle.
Na última semana, como noticiou a Folha, o anúncio de um protesto de direita para o dia 1º de março voltou a expor um atrito entre Nikolas, que chamou a manifestação sob o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, e uma ala bolsonarista, mais ligada a Eduardo e Flávio, que avalia não ser estratégico priorizar agora o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.
São recorrentes as reclamações sobre uma suposta tentativa de Nikolas de se descolar de Bolsonaro e privilegiar o próprio engajamento e crescimento político —o que aliados do deputado resumem como “dor de cotovelo” e disputa por protagonismo.
Em algumas ocasiões no passado, Eduardo já havia acusado o deputado de não se engajar como poderia nas pautas em defesa do bolsonarismo.
A relação conflituosa reflete o racha dentro da própria família Bolsonaro. Enquanto Eduardo acumula atritos com Nikolas, Michelle —que é alvo da artilharia dos filhos do marido— apoia o deputado.
