A Serra Verde iniciou a produção em 2024 e é considerada uma peça-chave no mercado global de minerais estratégicos, utilizados na fabricação de ímãs permanentes aplicados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robótica, drones, sistemas de ar-condicionado de alta eficiência, além de setores como semicondutores, defesa, energia nuclear e indústria aeroespacial.
Segundo a companhia brasileira, a operação permitirá a criação de uma das maiores empresas globais do setor. Embora ainda esteja em fase inicial e com produção considerada modesta, a expectativa é de expansão significativa, com previsão de dobrar a capacidade até 2030.
Em comunicado ao mercado, o grupo Serra Verde afirmou que a integração com a USAR será decisiva para a construção de uma cadeia de suprimentos de terras raras “da mina ao ímã” fora da Ásia. “As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e ‘downstream’ da USAR”, informou a empresa.
A aquisição ocorre em um momento de intensa disputa global por fontes alternativas à China, que domina mais de 90% da extração e do processamento de terras raras no mundo. Esses materiais, considerados essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, inteligência artificial e sistemas de defesa, tornaram-se estratégicos em meio a tensões geopolíticas e restrições comerciais.
Com o avanço do setor, a Serra Verde é vista pelo mercado como um “ativo único” fora da Ásia, já que é a única operação global capaz de extrair em escala comercial os quatro elementos mais críticos entre os 17 classificados como terras raras, segundo o Ministério de Minas e Energia.
Gazeta Brasil
