Dando continuidade às medidas jurídicas após protocolar uma representação ético-disciplinar na OAB-MA, o empresário Edison Lobão Filho apresentou uma notícia-crime junto à Delegacia Geral da Polícia Civil do Maranhão requerendo a abertura de inquérito policial contra a advogada Nathaly Moraes Silva. O documento detalha uma escalada de violência em um terreno de propriedade do requerente, localizado no bairro Cohafuma, que culminou em atos de vandalismo e graves confrontos na madrugada do último dia 11 de maio. Segundo o relato, o imóvel, que possui vigilância constante e cercamento de alvenaria, foi alvo de uma ação coordenada por um grupo armado com facões e armas de fogo, resultando na destruição de muros, incêndio de uma motocicleta e agressões físicas contra os seguranças que faziam a guarda do local.
A acusação central aponta que Nathaly Moraes Silva não teria se limitado ao exercício da assistência técnica jurídica, mas atuado como a principal articuladora e líder do movimento. De acordo com a peça processual, a advogada utilizou suas redes sociais para incitar publicamente a resistência violenta contra as forças de segurança, publicando vídeos diretamente do local da invasão onde utilizava frases de efeito para insuflar os ocupantes. A conduta da profissional é descrita como um abuso do múnus público da advocacia, transformando sua prerrogativa em uma ferramenta para conferir aparência de legalidade a atos de esbulho possessório e desordem urbana, que chegaram a interditar totalmente a Via Expressa com barricadas incendiárias.
O documento apresentado à polícia destaca ainda o histórico da representada, citando um Termo Circunstanciado de Ocorrência anterior, datado de novembro de 2025, no qual Nathaly já teria sido identificada por um “modus operandi” semelhante, coordenando grupos armados em outras propriedades privadas. Com base nesses fatos, a defesa do empresário tipifica as condutas como crimes de esbulho possessório, incitação ao crime, dano qualificado e associação criminosa. Além da instauração do inquérito para individualizar os demais invasores ainda não identificados, o pedido inclui a realização de perícias técnicas no local e a oitiva de testemunhas que presenciaram a violência no imóvel.
Confira a íntegra do documento: Notícia Crime
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