A pesquisa do Instituto Veritá botou Eduardo Braide 40 pontos na frente de Orleans Brandão e, pelo visto, também botou o pré-candidato do PSD para viajar. Porque só andando pelo Maranhão inteiro, coisa que os números não mostram que ele fez, dava pra sustentar 56,2% de intenção de voto contra os 16,4% atribuídos a Orleans.
A realidade, essa que não cabe em instituto contratado, é outra: Braide tem apoio declarado de 13 prefeitos. Orleans, 180, dos 217 municípios maranhenses. Não é diferença de opinião, é diferença de mapa.
Quem pisou onde
Enquanto Orleans já visitou os 217 municípios do estado, todos, sem exceção, e sendo recebido com festa por onde passa, Braide não colocou os pés em um terço das cidades maranhenses. Tem prefeito espalhado pelo interior que só viu o pré-candidato do PSD em outdoor e em vídeo nas redes sociais.
É difícil vencer eleição em município que você nunca visitou. É mais difícil ainda explicar como uma pesquisa te dá vitória generalizada num estado onde dois terços dos prefeitos nem abriram a porta pra sua candidatura.
A aritmética que a Veritá esqueceu
Governo não se governa por planilha de instituto, se governa com prefeito do lado, base articulada, gente que conhece o território. Nesse quesito, o “levantamento” de sexta-feira já nasceu capenga: ele ignora que a política maranhense tem nome, endereço e prefeitura; e que a esmagadora maioria dessas prefeituras está com Orleans, não com Braide.
Como já apontou Ricardo Murad sobre a mesma pesquisa, quando um instituto entrega um resultado destoante de tudo que vinha sendo medido, “fica evidente que foi fabricada”. Vale para o Senado, vale para o Governo.
O número que não mente
Braide pode contratar pesquisa, comprar espaço, fabricar cenário. O que ele não fabrica é prefeito. E prefeito, no Maranhão, é o termômetro mais honesto que existe: 13 apoiam Braide. 180 apoiam Orleans.
O resto é o departamento de marketing de Braide tentando vender mapa de um estado que o candidato ainda não visitou.
Fonte: Blog do Adonias Soares
