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Gestão de Eduardo Braide é alvo de investigações após Hospital da Criança registrar 297 mortes em UTIs

Caso ocorrido durante a administração do prefeito de São Luís mobiliza Polícia Civil e órgãos federais para apurar aumento da mortalidade infantil e possíveis falhas na gestão hospitalar.




Hospital da Criança de São Luís, administrado pela Prefeitura durante a gestão do prefeito Eduardo Braide, tornou-se alvo de investigações após o registro de pelo menos 297 mortes de crianças nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) entre janeiro de 2024 e junho de 2026.


As apurações analisam se houve negligência médica, falhas na assistência aos pacientes e problemas relacionados à gestão da unidade hospitalar. Ao todo, cinco inquéritos policiais investigam o expressivo aumento da taxa de mortalidade nas três UTIs do hospital.


Segundo dados de uma auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS), houve agravamento dos indicadores após a Prefeitura de São Luís, na gestão de Eduardo Braide, transferir a administração dos leitos de UTI para o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (Ibmed), em outubro de 2025. Essa mudança passou a integrar a linha de investigação das autoridades.


Os números apontam que a taxa de mortalidade quase triplicou na UTI 1, destinada aos casos mais graves, passando de 13% em junho de 2025 para 38% em junho de 2026. Na UTI 2, que atende pacientes de menor complexidade, o índice subiu de 13%, em maio de 2025, para 33% em maio de 2026.


As 297 mortes registradas entre janeiro de 2024 e junho de 2026 ocorreram durante a gestão de Eduardo Braide à frente da Prefeitura de São Luís. Até o momento, as investigações seguem em andamento e buscam esclarecer as causas do aumento da mortalidade, bem como eventual responsabilidade de gestores, profissionais ou instituições envolvidas. Ainda não há conclusão oficial que atribua responsabilidade ao prefeito ou a outros investigados.



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