A família do ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim reagiu às declarações feitas durante o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Maranhão, realizado pela Band Maranhão, após o nome do ex-secretário ser citado pelo candidato Felipe Camarão (PT) durante um confronto com André Luís, do Partido Missão.
No debate, André Luís acusou Camarão de não enfrentar, segundo ele, questões relacionadas à corrupção e mencionou a CPI que investiga o vice-governador por suspeitas de movimentações financeiras atípicas e supostos desvios de recursos públicos. Ao responder, Camarão rebateu as acusações e afirmou que o adversário não teria fundamento para abordar o assunto. Na sequência, citou uma investigação envolvendo Raimundo Cutrim, afirmando que houve uma operação policial na qual o ex-secretário teria sido preso e colocado sob monitoramento eletrônico por suspeitas relacionadas à condução de investigações.
A referência provocou reação da família de Cutrim, que criticou o uso político do caso e afirmou que a prisão não pode ser interpretada como prova de culpa. Em manifestação divulgada após o debate, os familiares defenderam o direito do ex-secretário à ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal.
“A prisão de Raimundo Cutrim não pode ser transformada em instrumento de disputa política ou projeto eleitoral”, afirmou uma irmã do ex-secretário. Segundo a família, existe “crescente pressão política e institucional” em torno do caso, especialmente diante da atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os familiares também disseram considerar inadequado utilizar um processo judicial para “construir narrativas eleitorais, atacar adversários ou antecipar julgamentos”. A manifestação defende que as investigações sigam de forma independente e que as garantias constitucionais sejam preservadas até a conclusão do processo.
“Prisão não significa culpa. Investigação não significa condenação. Raimundo tem direito à ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal”, destacou a família.
Ao encerrar a manifestação, a irmã de Cutrim reforçou a crítica ao uso eleitoral do caso: “Raimundo Cutrim não pode ser moeda eleitoral. Prisão não pode virar sentença política. Justiça não pode ser confundida com disputa eleitoral”.
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