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Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno após assinatura de carta

O ex-candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) decidiu apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições.

A decisão foi tomada após uma conversa entre os dois, realizada por videochamada na manhã desta quinta-feira (8), com duração de mais de uma hora.

O apoio foi condicionado a uma série de compromissos assumidos por Flávio Bolsonaro. Segundo o documento, o candidato se comprometeu a assinar uma carta apresentada por Cury, com oito medidas consideradas fundamentais para um eventual governo.


Entre os compromissos estão o fim da reeleição para presidente da República, mudanças na educação, ampliação da telemedicina no Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecimento de políticas de proteção às mulheres, incentivo ao cooperativismo, financiamento de microempresas, aumento da produção de alimentos e a chamada pacificação nacional.


No documento, intitulado “Termo de Compromisso Público com o Brasil”, Flávio Bolsonaro afirma que as medidas têm como fundamentos a defesa da democracia, a alternância de poder, a pacificação nacional e o desenvolvimento econômico e social.


A carta também destaca os impactos que a inteligência artificial, a robótica e outras novas tecnologias deverão provocar na sociedade e no mercado de trabalho.


Segundo o termo, o apoio de Augusto Cury não representa um “cheque em branco”. O texto estabelece que o ex-candidato poderá cobrar, questionar e criticar o eventual governo caso os compromissos assumidos não sejam cumpridos.


“Trata-se de um voto de confiança condicionado ao cumprimento dos princípios e compromissos aqui assumidos, à transparência, à responsabilidade fiscal, ao respeito às instituições democráticas e à prestação permanente de contas às instituições e à sociedade brasileira”, diz o documento.


O primeiro compromisso apresentado é a defesa de uma reforma constitucional para acabar com a possibilidade de reeleição para presidente da República.


A proposta, segundo o documento, busca combater o personalismo, o populismo e o uso da máquina pública para a permanência no poder. O texto também defende a alternância de poder como forma de fortalecer as instituições democráticas.


Na área da educação, Flávio Bolsonaro se compromete a ampliar progressivamente o ensino em tempo integral e reformular os currículos escolares.


A proposta prevê a inclusão de conteúdos como oratória, gestão financeira, empreendedorismo, ciência, tecnologia, inteligência artificial e gestão das emoções.


O documento também prevê a valorização dos professores, com formação continuada, melhores salários e condições de trabalho, além de medidas voltadas à prevenção do bullying e ao estímulo à participação dos estudantes.


Outra meta é ampliar o ensino técnico e profissionalizante no ensino médio.


Na saúde, o compromisso é criar uma ampla rede pública de telemedicina integrada ao SUS, com uso de inteligência artificial e tecnologia para reduzir as filas por consultas com especialistas.


O documento prevê ainda atendimento remoto para populações vulneráveis e moradores de regiões distantes, com encaminhamento para atendimento presencial sempre que necessário.


O combate à violência contra as mulheres também aparece entre as prioridades.


A proposta prevê o uso de tecnologias para prevenção, monitoramento e resposta rápida aos casos de violência, incluindo um aplicativo com botão de pânico conectado às redes de proteção e às forças de segurança.


O compromisso também inclui o fortalecimento de delegacias especializadas, acolhimento psicológico, medidas protetivas e políticas de autonomia econômica para as mulheres.


Outro compromisso é apoiar o cooperativismo e a verticalização da produção agroindustrial.


Na área econômica, a carta prevê a atuação do BNDES, em parceria com instituições financeiras e outros agentes de desenvolvimento, para viabilizar o financiamento de milhões de microempreendimentos nos próximos anos.


O documento também propõe a criação de escolas de empreendedorismo em comunidades e escolas públicas, com o objetivo de preparar jovens e trabalhadores para as transformações provocadas pela inteligência artificial e pela robótica no mercado de trabalho.


Na agricultura, a meta estabelecida é dobrar a produção brasileira de alimentos nos próximos dez anos.

Para isso, o documento cita investimentos em ciência e tecnologia, irrigação sustentável, bioinsumos, cooperativismo, crédito rural, infraestrutura e agregação de valor à produção.


A proposta também estabelece como objetivo ampliar a segurança alimentar e fortalecer a participação do Brasil no combate à fome no mundo, conciliando aumento da produtividade e responsabilidade ambiental.


O último dos oito compromissos trata da chamada “pacificação nacional”.

Flávio Bolsonaro afirma que, caso seja eleito, não pretende governar movido por vingança, rancor, perseguição ou ressentimento político.


O documento estabelece ainda o compromisso de governar para brasileiros de diferentes posições políticas e ideológicas.


“A fome não é de direita nem de esquerda. A ansiedade, a depressão, o desemprego, a violência e a falta de oportunidades são dramas humanos, e não bandeiras ideológicas”, afirma o texto.


Na conclusão da carta, Flávio Bolsonaro afirma que o Brasil precisa de um modelo de liderança que combine geração de riqueza e responsabilidade social.


O documento ressalta que a execução das propostas deverá respeitar as atribuições constitucionais da Presidência da República, a responsabilidade fiscal e a participação do Congresso Nacional nas reformas que dependam de mudanças legislativas ou constitucionais.

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