Em uma transmissão ao vivo feita dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu deixar o Brasil para continuar se manifestando politicamente e anunciou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.
Derrotado na eleição presidencial, ele apresentou a saída do país como uma reação à decisão judicial que determinou a entrega de seus passaportes e proibiu sua viagem ao exterior.
Ao reconstruir os acontecimentos, Flávio contou que visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã de segunda-feira (26/10), por cerca de 30 minutos. Segundo o relato, agentes da Polícia Federal estavam na saída da residência para comunicá-lo de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Era lá a apreensão dos meus passaportes e a vedação de eu sair do Brasil”, disse.
O parlamentar disse que a conversa com o pai, após a intimação, pesou em sua decisão. “Não foi fácil sair do seu país para continuar pelo menos tendo uma voz relativa”, afirmou. Ele declarou estar acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas, e sustentou que, no exterior, poderá se comunicar com seus apoiadores com mais liberdade.