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New York Times avalia impacto de possível governo Flávio Bolsonaro para os planos de Trump

 

Essa é a avaliação apresentada pelo jornal americano The New York Times, que considera o Brasil uma peça estratégica ainda ausente na formação de um bloco regional de governos alinhados ao presidente dos Estados Unidos.


A análise ocorre em meio ao avanço de candidatos de direita na região. Segundo o periódico, sete eleições presidenciais realizadas nos 18 meses anteriores à publicação terminaram com a vitória de representantes desse campo político. Nesse contexto, o Brasil surge como um possível próximo país a seguir essa tendência.


Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio é descrito pelo jornal como um aliado de Trump e defensor de uma aproximação entre Brasília e Washington.


Entre as iniciativas que teria interesse em apoiar está a participação brasileira no Escudo das Américas, coalizão voltada ao combate aos cartéis de drogas, além de uma cooperação direta com os Estados Unidos contra organizações criminosas que atuam no Brasil.


O periódico também menciona declarações atribuídas ao senador nas redes sociais, publicadas no ano anterior, que indicariam simpatia por uma eventual intervenção militar americana em território brasileiro.


Em entrevistas mais recentes, porém, Flávio teria negado essa possibilidade e afirmado que a colaboração entre os dois países ficaria restrita à área de inteligência.


Outro ponto destacado na reportagem é a atuação de Flávio em favor da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Segundo o jornal, ele pressionou Trump para que os dois grupos recebessem essa classificação.


A estratégia de segurança adotada pelo governo americano na América Latina inclui a designação de organizações criminosas como terroristas e operações militares contra embarcações suspeitas de transportar drogas.


Especialistas ouvidos pelo New York Times avaliam que a cooperação entre países pode ajudar a identificar e rastrear os recursos financeiros utilizados por essas organizações.


Apesar disso, há dúvidas sobre os resultados das ações militares. Conforme a análise publicada pelo jornal, os ataques do Pentágono contra embarcações não teriam provocado uma redução significativa no fluxo de cocaína.


Também existem questionamentos sobre os efeitos dessas operações para a população e sobre os riscos à soberania dos países latino-americanos. A reportagem relembra ainda os atritos entre Trump e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Durante a gestão do petista, o presidente americano impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em meio às pressões relacionadas ao processo judicial contra Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes, conforme o texto original.


A iniciativa de Washington não impediu a condenação do ex-presidente. Diante desse episódio, Lula passou a defender publicamente a necessidade de preservar a autonomia política dos países latino-americanos e o direito de conduzirem seus próprios assuntos sem interferências externas.


Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresenta uma interpretação diferente sobre os riscos à soberania nacional. De acordo com o jornal americano, o senador considera que a principal ameaça ao Brasil está nas facções criminosas, e não nas ações de Trump.


Como referência para sua proposta de segurança pública, Flávio teria prometido buscar inspiração no modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.


As políticas de Bukele são associadas a uma expressiva redução dos índices de criminalidade no país, mas também são alvo de denúncias de violações dos direitos humanos e críticas relacionadas ao caráter autoritário das medidas.


Na avaliação apresentada pelo New York Times, uma eventual chegada de Flávio Bolsonaro à Presidência poderia aprofundar a aproximação do Brasil com a estratégia regional de Trump.


Ao mesmo tempo, a possibilidade de maior participação americana no combate ao crime organizado mantém em debate os limites da cooperação internacional e a preservação da soberania brasileira.


O informante 

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