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Rubens Jr., Neto Evangelista e Duarte Jr. travam guerra de tudo ou nada por vaga no 2º turno

De olho em Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior travam uma disputa dura por vaga no segundo turno da corrida em São Luís


Às vésperas da eleição para a Prefeitura de São Luís, os quatro candidatos com mais cacife para se dar bem nas urnas deram guinadas radicais nas suas campanhas, indicando que cada um aposta na possibilidade de ser o escolhido pela maioria do eleitorado. Pressionados pelos números de várias pesquisas, todas indicando a impossibilidade de definição no primeiro turno e avisando que o desfecho se dará no segundo turno, Eduardo Braide (Podemos) vem se desdobrando para manter a liderança e não cometer erros, enquanto, Neto Evangelista (DEM), Duarte Júnior (Republicamos) e Rubens Júnior (PCdoB) travam uma guerra não declarada, com mudanças radicais na forma e no conteúdo das suas campanhas. Isso ocorre ao mesmo tempo em que Bira do Pindaré (PSB), Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS), Franklin Douglas (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Silvio Antônio, que formam o segundo pelotão, continuam brigando para manter espaços, mesmo já sabendo que estão fora da disputa propriamente dita.

Neto Evangelista reorientou radicalmente a sua campanha na TV. Primeiro mudando o discurso crítico em relação à gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), principalmente na área de Saúde. Na noite de terça-feira e ao meio dia de ontem, o candidato do DEM elogiou, serenamente, as conquistas da atual gestão, declarando que Edivaldo Holanda Júnior deixará “um legado” de muitas obras, que ele, se eleito, pretende conservar criando para isso uma Secretaria de Manutenção da Cidade. Além disso, o senador Weverton Rocha entrou de cabeça da campanha, numa indicação de que a militância do PDT também vai entrar na briga na reta final. Não bastasse isso, o programa de Neto Evangelista recebeu o reforço do presidente estadual do DEM, deputado federal Juscelino Filho, que prometeu garimpar recursos para São Luís em Brasília, e do presidente regional do PTB, deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que também assumiu compromissos com uma eventual gestão do candidato do DEM. O novo tom da campanha pode embalá-lo nos próximos dias.

A outra guinada radical se deu na campanha de Rubens Júnior. Até terça-feira, a participação do governador Flávio Dino vinha se dando de maneira indireta, mas ontem, o líder maranhense assumiu de vez a bandeira do candidato do PCdoB, não só aparecendo, mas fazendo pedido explícito de votos para ele no horário gratuito no rádio e na TV. A entrada de Flávio Dino na campanha evidencia que o comando do PCdoB resolveu mobilizar todos os seus recursos políticos para reverter o magro desempenho de Rubens Júnior, esse esforço incluiu também a entrada da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e a abertura de espaço para o candidato a vice, Fernandes, como que acenando para o PT mobilizar sua tropa e sair às ruas em busca do eleitorado.

Nesse novo cenário, a posição mais delicada é a de Duarte Júnior, que virou alvo preferencial de Neto Evangelista e de Rubens Júnior. Ousado e motivado, o candidato do Republicanos vem fazendo ajustes na sua campanha, rebatendo ataques e também atacando. Mas tudo isso sem ter um suporte forte e assumido. É provável que ele venha a contar com a entrada do vice-governador Carlos Brandão na campanha, já que o apoio do seu outro aliado, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), não é bem visto pelo eleitorado de São Luís. Duarte Júnior tem ciência plena de que se encontra numa situação delicada, sob fogo cerrado de dois candidatos politicamente fortes, e sem dispor de instrumentos que o ajudem a resistir ao rolo compressor que ganha forma no seu encalço.

As guinadas nas campanhas de Neto Evangelista e Rubens Júnior e os esforços de Duarte Júnior para não ser atropelado certamente produzirão resultados. Afinal, o governador Flávio Dino joga o peso do seu cacife, antecipando uma estratégia que previa sua entrada em campo apenas no segundo turno, acreditando inicialmente que Rubens Júnior chegaria lá sem o seu empurrão. O mesmo acontece com o senador Weverton Rocha, que também antecipou sua entrada em campo depois de perceber que Neto Evangelista não crescia como ele previra. E no que vão dar todas essas guinadas? As várias pesquisas previstas para a semana que vem responderão.
Via Repórter Tempo
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