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Ministro da defesa repudia declarações do ministro Barroso em relação ao processo eleitoral de 2022

Defesa repudia fala de Barroso, sem provas, de que militares são ‘orientados’ a atacar eleições

Acusação, em evento internacional, foi tachada de irresponsável pelo general Paulo Sérgio.

O ministro de Estado da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira veio através de nota repudiar veementemente as declarações do ministro Barroso, do Supremo Tribunal Federal, no que diz respeito ao processo eleitoral brasileiro. O ministro Barroso declarou por vídeo conferência que as forças armadas foram orientadas a intervir e atacar o processo eleitoral no Brasil.

O ministro de Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira publicou uma nota e nela veio a rebater que segundo ele as acusações que foram ditas através de vídeo conferência, colocações ditas pelo ministro do Supremo Luís Roberto Barroso. O ministro da defesa através de uma nota publicada se fez saber que o processo eleitoral é de interesse de todos os brasileiros, e que portanto o exército tem prerogativas de participar de todo processo eleitoral brasileiro, para ajudar organizar as eleições com segurança e transparência.

Ministro do STF, contudo, diz que espera que as Forças Armadas “não se deixem seduzir” por jogo político afirmou o ministro Barroso do Supremo Tribunal Federal.

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que foi comandante do Exércuto até recentemente, divulgou nota na noite deste domingo (24) na qual repudia afirmações do ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou sem provas que as Forças Armadas seriam “orientadas” a atacar e desacreditar o processo eleitoral brasileiro.

Barroso fez a declaração durante participação por vídeoconferência em um seminário sobre o Brasil promovido pela universidade Hertie School, de Berlim, na Alemanha. Ele não mencionou quem está orientando as Forças Armadas contra o processo eleitoral, mas ficou claro que se referia ao presidente da Republica. Afinal, nenhuma autoridade “orienta” as Forças Armadas, exceto o chefe do Poder Executivo.

A afirmação do ministro do STF provocou enorme repulsa nos meios militares, por isso o ministro da Defesa decidiu divulgar nota repudiando a afirmação de Barroso, sem apresentar qualquer prova ou evidência.

O ministro Paulo Sérgio, que no último dia 31 de março deixou o cargo de Comandante do Exército Brasileiro para assumir a chefia do Ministério da Defesa, repudia “qualquer ilação ou insinuação, sem provas, de que (as Forças Armadas) teriam recebido suposta orientação para efetuar ações contrárias aos princípios da democracia.

“Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu”, diz a nota, “é irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas Instituições Nacionais Permanentes do Estado Brasileiro. Além disso, afeta a ética, a harmonia e o respeito entre as instituições.”

O general e ministro Paulo Sérgio lembra em sua nota que “as Forças Armadas, republicanamente, atenderam ao convite do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentaram propostas colaborativas, plausíveis e exequíveis, no âmbito da Comissão de Transparência das Eleições (CTE) e calcadas em acurado estudo técnico realizado por uma equipe de especialistas, para aprimorar a segurança e a transparência do sistema eleitoral, o que ora encontra-se em apreciação naquela Comissão. As eleições são questão de soberania e segurança nacional, portanto, do interesse de todos.”

Ele afirma que as três forças militares brasileira têm uma história de séculos de dedicação a bem servir à Pátria e ao povo brasileiro, “quer na defesa do País, quer na contribuição para o desenvolvimento nacional e para o bem-estar dos brasileiros. Elas se fizeram, desde sempre, instituições respeitadas pela população.”

“Por fim”, diz o ministro, cabe destacar que as Forças Armadas contam com a ampla confiança da sociedade, rotineiramente demonstrada em sucessivas pesquisas e no contato direto e regular com a população. Assim, o prestígio das Forças Armadas não é algo momentâneo ou recente, ele advém da indissolúvel relação de confiança com o Povo brasileiro, construída junto com a própria formação do Brasil.”




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