As buscas pelas crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem mobilizando forças de segurança em Bacabal, no Maranhão, desde o desaparecimento ocorrido no dia 4 deste mês. Passados mais de 15 dias sem que os irmãos sejam localizados, novas informações apontam para uma possível mudança no foco das investigações, embora essa linha não tenha sido oficialmente confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).
O único encontrado até o momento foi o primo das crianças, Anderson Kauan, de 8 anos, que recebeu alta hospitalar na terça-feira (20), após 14 dias de internação no Hospital Geral. Com autorização judicial, o menino voltou a colaborar com a força-tarefa e ajudou policiais a refazer o trajeto percorrido antes do desaparecimento dos primos.
Durante esse trabalho, Kauan conduziu os agentes até uma estrutura abandonada conhecida como “casa caída”, localizada a cerca de 50 metros do Rio Mearim. No local, cães farejadores identificaram o odor das crianças, que, segundo os peritos, segue em direção ao rio. A partir desse ponto, não houve mais vestígios na mata, o que levantou, nos bastidores da investigação, a hipótese de que as crianças possam ter sido levadas por meio fluvial.
Relatos que circulam entre investigadores indicam que não foram encontrados corpos nem na mata nem no rio até o momento. A Marinha do Brasil, que atua nas buscas com o uso de sonar side scan em um trecho de aproximadamente três quilômetros do Rio Mearim, deve informar oficialmente que não há indícios de corpos submersos na área analisada. Diante disso, a possibilidade de um deslocamento rápido por embarcação, como canoa ou barco, passou a ser considerada por investigadores, ainda que sem confirmação oficial.
Outro ponto que chama atenção é o fato de apenas Kauan ter sido deixado para trás. Ele foi resgatado no dia 7 de janeiro por carroceiros, em uma estrada vicinal de um povoado da região. Para fontes ligadas à apuração, o abandono do menino poderia ter ocorrido para confundir ou atrasar as investigações, enquanto apenas os irmãos teriam sido levados.
As autoridades mantêm as operações em três frentes: mata, rio e áreas adjacentes ao quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moram. Na terça-feira (20), o acesso à base de operações e à área do rio foi restrito a integrantes da força-tarefa, com o objetivo de otimizar os trabalhos. Na segunda-feira (19), equipes da SSP-MA também estiveram em uma vila de pescadores próxima ao local onde Kauan foi encontrado, colhendo depoimentos de moradores.
O governador Carlos Brandão afirmou que Anderson Kauan continuará recebendo acompanhamento psicológico e seguirá colaborando com as autoridades. A investigação é conduzida por uma comissão formada por oito delegados e investigadores da Polícia Civil do Maranhão, que reforçam que todas as hipóteses seguem em análise até a localização de Ágatha e Allan.
Até o momento, a SSP-MA não confirmou oficialmente a linha de investigação de rapto, mas as buscas continuam intensificadas, enquanto a população aguarda respostas sobre o paradeiro das crianças.
Notícia do portal o informante
