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PSD e MDB costuram aliança para as eleições majoritárias de 2022 em torno de Edivaldo Júnior

É verdade que ainda não houve tratativas, para aliança nem a conversa avançou em relação a candidaturas majoritárias, mas não há dúvida de que a visita de ontem do deputado federal Edilázio Jr., presidente regional do PSD, e seu colega estadual César Pires, que também integra a cúpula do partido, à ex-governadora Roseana Sarney, que comanda o MDB no estado, pode ter sido o primeiro movimento no sentido de unir as duas agremiações em torno da candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), ao Governo do Estado. Essa possibilidade de aliança, na avaliação de observadores experientes, poderá reunir os pedaços do já foi o Grupo Sarney, que foi explodido em 2014 e estilhaçado em 2018. O ingresso de Edivaldo Holanda Jr. no PSD já com acerto sobre sua candidatura a governador foi um lance bem armado por Edilázio Jr., César Pires e pelo próprio ex-prefeito de São Luís, que ocuparam espaço no tabuleiro sucessório com um projeto de candidatura potencialmente viável, com mostraram as últimas pesquisas.

Há algumas semanas, a Coluna registrou estranhamento em relação ao fato de PSD e MDB, ambos correntes de proa do Grupo Sarney, não terem aberto um canal de diálogo sobre o projeto de Edivaldo Holanda Jr., enquanto as forças emedebistas se dividem entre as candidaturas do senador Weverton Rocha (PDT) e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Uma fonte ligada ao ex-prefeito fez contato com RepórterTempo para informar, pedindo reserva temporária, que o canal de conversas com o MDB estava sendo construído. Ou seja, logo, logo os comandos dos dois partidos sentariam para avaliar o cenário e tomar decisões. A visita de ontem, no apartamento da ex-governadora, na Península, foi, portanto, o item inicial de uma pauta que poderá levar os dois partidos a uma aliança.

Se no PSD o clima é inteiramente favorável e o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. torce por um entendimento, no MDB a situação é bem mais complicada. Ali, uma banda do partido, comandada pelo deputado estadual Roberto Costa, vice-presidente do partido, se mexe por uma aliança com o candidato do PDT, Weverton Rocha, estando outra torcendo por um acerto em torno do tucano Carlos Brandão. O senador pedetista e o vice-governador apostam alto no apoio do MDB, mas sabem que o rumo das forças emedebistas depende da ex-governadora Roseana Sarney, que não se posicionou e, aqui e ali, ainda fala em ser candidata ao Governo, e ex-presidente José Sarney, que seguirá a escolha da filha.

Nascidos na forja do sarneysismo, Edilázio Jr. e César Piores conheceu o MDB o suficiente para saber como construir essa aliança. Sabem que o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. ganhou corpo político como adversário do Grupo Sarney, mas que sempre evitou confrontos diretos e agressivos com Roseana Sarney quando ambos ocuparam, respectivamente, o Palácio de La Ravardière e o Palácio dos Leões no período de 2013/2014. Além, disso Edivaldo Holanda Jr, cresceu vendo seu pai, o deputado Edivaldo Holanda, cultivando relação próxima com o sarneysismo. Assim, certamente avalia que não há obstáculo intransponível que o impeça de negociar o apoio do MDB, ou pelo menos parte dele, à sua candidatura.

Ainda é cedo para afirmar com certeza que Edivaldo Holanda Jr. consolidará o seu projeto de candidatura com o apoio do MDB. Mas é possível considerar que essa aliança é possível e dispõe dos ingredientes necessários para trazer Roseana Sarney e seus aliados – que são muitos nos quatro cantos do estado – de volta à proximidade com o poder. E com um dado a mais: pode puxar também o PV, cujo objetivo maior é a reeleição do deputado estadual Adriano Sarney, seu presidente estadual.

Não surpresa, portanto, se na próxima visita à ex-governadora Roseana Sarney o deputado federal Edilázio Jr. levar junto o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr..

 

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